#63. Natália Lago – Maternidades, ativismos e prisões

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Nessa semana, conversamos com Natália Lago, que é mestra e doutora em Antropologia Social pela USP. Nossa conversa foi sobre seu artigo Nem mãezinha, nem mãezona. Mães, familiares e ativismo nos arredores da prisão, publicado no ano de 2020 na revista Sexualidad, Salud y Sociedad. Natália realizou uma etnografia com familiares de presos, acompanhando o processo de visitação das famílias nas prisões e também a atuação de algumas mães em uma associação de familiares de presos chamada Amparar. De forma bastante cuidadosa, seu trabalho nos mostra como os vínculos familiares e essa categoria da maternidade podem funcionar tanto como articuladora do ativismo na reivindicação contra o Estado, quanto para criar estigmas, promover a exclusão de determinados espaços e provocar sofrimento.

Referências

LAGO, Natália Bouças. Nem mãezinha, nem mãezona. Mães, familiares e ativismo nos arredores da prisão. Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro). 2020, n. 36, pp. 231-254.

LAGO, Natália Bouças. Jornadas de visita e de luta: tensões, relações e movimentos de familiares nos arredores da prisão. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019

Dossiê Mães e Processos de Estado, da Revista Sexualidade, Salud y Sociedad

#60. Paula Dornelas – Tanto por ser mulher, quanto por ser estrangeira

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Nessa semana, conversamos com Paula Dornelas, que é jornalista, mestra e doutoranda em Ciência Política pela UFMG. Nossa conversa foi sobre sua dissertação de mestrado Tanto por ser mulher, quanto por ser estrangeira: lutas por reconhecimento e formas de resistência de mulheres migrantes no Brasil. Paula realizou um trabalho de campo em Belo Horizonte e São Paulo com mulheres que migraram de países da América Latina para cá. Usando as lentes da teoria do reconhecimento, olha para a experiência dessas mulheres destacando como gênero e origem se atravessam para produzir suas identidades, constituir quadros de desrespeito e injustiça, mas também possibilitar alianças e resistências. Dessa maneira, esse trabalho nos auxilia a compreender melhor as vidas das mulheres migrantes no Brasil, bem como alguns limites das respostas estatais às demandas das populações migrantes.

#42. Regina Facchini – Sopa de letrinhas #AlémDoArcoÍris

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Nessa semana, para celebrar o Orgulho LGBT+, conversei com Regina Facchini sobre o seu clássico livro Sopa de Letrinhas: movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90. Por meio de uma etnografia do grupo CORSA, de São Paulo, realizada entre os anos de 1997 e 2001, e a análise de vasto material documental, Facchini analisou os processos de construção e reconstrução das identidades coletivas do movimento que hoje chamamos de LGBT ou até mesmo de LGBTQIA+. O Sopa é provavelmente mais conhecido pela maneira como organizou a história do movimento LGBT em três ondas distintas, mas mais do que recontar essa história, observar a dança das letrinhas permite analisar uma série de disputas e relações tanto internas ao movimento quanto externas e que envolvem distintos projetos políticos, conexões com organizações internacionais, com o mercado e também com o Estado. É no meio desse processo e atravessado por todos esses fios que as identidades L, G, B e T se constituem e se reconfiguram, nunca como algo essencial, mas sempre relacional.

Esse episódio faz parte campanha #AlémDoArcoÍris que busca incentivar cada vez mais a participação de pessoas LGBTQIA+ na podosfera. A campanha é uma iniciativa da rede #LGBTPodcasters, que nós dos Larvas também participamos.

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