#43. Layla Carvalho – Da esterelização ao Zika

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Nessa semana, conversei com Layla Carvalho, que é doutora em Ciência Política pela USP e professora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Nossa conversa foi sobre a sua tese de doutorado intitulada Da esterilização ao Zika: interseccionalidade e transnacionalismo nas políticas de saúde para as mulheres.A partir do estudo de caso da elaboração do Programa de Assistência Integral a Saúde da Mulher, na década de 1980, da elaboração do Programa Rede Cegonha e da resposta brasileira à epidemia do vírus Zika, ambos na década de 2010, Layla analisa a maneira como os movimentos sociais e o Estado dialogam estrategicamente com os discursos transnacionais. Seu estudo contribui para uma visão mais crítica dos processos transnacionais, demonstrando como esses podem criar oportunidades políticas tanto para movimentos sociais quanto para o Estado. Contribui ainda para reforçar a importância de uma análise interseccional das políticas públicas. Além disso, conversamos sobre a pandemia da covid-19 e traçamos alguns paralelos com a epidemia do Zika.

O trabalho de Layla pode ser acessado gratuitamente aqui.

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#42. Regina Facchini – Sopa de letrinhas #AlémDoArcoÍris

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Nessa semana, para celebrar o Orgulho LGBT+, conversei com Regina Facchini sobre o seu clássico livro Sopa de Letrinhas: movimento homossexual e produção de identidades coletivas nos anos 90. Por meio de uma etnografia do grupo CORSA, de São Paulo, realizada entre os anos de 1997 e 2001, e a análise de vasto material documental, Facchini analisou os processos de construção e reconstrução das identidades coletivas do movimento que hoje chamamos de LGBT ou até mesmo de LGBTQIA+. O Sopa é provavelmente mais conhecido pela maneira como organizou a história do movimento LGBT em três ondas distintas, mas mais do que recontar essa história, observar a dança das letrinhas permite analisar uma série de disputas e relações tanto internas ao movimento quanto externas e que envolvem distintos projetos políticos, conexões com organizações internacionais, com o mercado e também com o Estado. É no meio desse processo e atravessado por todos esses fios que as identidades L, G, B e T se constituem e se reconfiguram, nunca como algo essencial, mas sempre relacional.

Esse episódio faz parte campanha #AlémDoArcoÍris que busca incentivar cada vez mais a participação de pessoas LGBTQIA+ na podosfera. A campanha é uma iniciativa da rede #LGBTPodcasters, que nós dos Larvas também participamos.

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#41. Mariza Correa – Morte em Família

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Nessa semana, conversamos sobre o clássico livro Morte em Família, de Mariza Corrêa. Esse livro, publicado originalmente em 1983, foi fruto de sua pesquisa de mestrado em ciências sociais na UNICAMP, desenvolvida entre os anos de 1973 e 1975. Mariza analisou os processos judiciais de homicídio e tentativa de homicídio entre casais, que foram julgados pelo Tribunal do Juri de Campinas, entre os anos de 1952 e 1972. Sua pesquisa revela uma complexa dinâmica entre as regras formais do Direito e as normas sociais e de gênero. O que estava em julgamento ali não era apenas se uma violência havia ocorrido, mas uma disputa narrativa sobre a adequação das pessoas envolvidas a determinados papéis sociais e de gênero, de maneira que a violação a esses papeis parecia, de alguma forma, justificar a violação da Lei. Essas conclusões contribuíram para desbancar, no Brasil, o argumento da legítima defesa da honra, que foi frequentemente utilizado para absolver ou diminuir a pena de homens que cometiam violência doméstica. No entanto, as contribuições desse trabalho não se encerram por aí e, como vocês verão, ainda podemos aprender com Mariza sobre uma maneira mais densa e complexa de pensar sobre a violência, sobre a metodologia da pesquisa com processos judiciais e outros documentos oficiais, dentre outras tantas coisas.

Para realizar essa conversa, Regina Facchini e eu conversamos com Adriana Piscitelli, Larissa Nadai e Roberto Efrem Filho.

Esse episódio faz parte de uma parceria maravilhosa entre o Larvas Incendiadas, o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, da UNICAMP, e o Núcleo de Estudos Sobre Marcadores Sociais da Diferença, o NUMAS da USP e está sendo lançado simultaneamente em nosso feed no formato de áudio, no facebook do Pagu e no canal de youtube do NUMAS, no formato vídeo.

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#40. Daniela Rezende – Mulheres, partidos e ciência política

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Nessa semana, conversei com Daniela Leandro Rezende, que é doutora em Ciência Política pela UFMG e professora da Universidade Federal de Viçosa. Experimentei nesse episódio um novo formato, um pouco mais livre que os tradicionais. Começamos conversando sobre os estudos de gênero e sexualidade na Ciência Política. Abordamos os desafios e resistências dessa área aos nossos temas de pesquisa, mas também sobre como algumas brechas foram e ainda tem sido produzidas. Depois, Daniela nos contou um pouco sobre as pesquisas sobre mulheres e partidos políticos no Brasil e mais especificamente sobre seu recente trabalho que investiga o funcionamento e os efeitos dos departamentos ou setoriais de mulheres nos partidos. Daniela ainda comentou sobre a recente decisão do TSE que recomenda a adoção de cotas de 30% para as candidaturas aos cargos internos aos partidos. Por fim, conversamos brevemente sobre a Rede de Pesquisas em Feminismos e Política, que busca reunir e fomentar pesquisadoras da Ciência Política e áreas afins que trabalham sobre feminismo, gênero e sexualidade.

Antes de passar para o episódio, tenho alguns recadinhos. Sei que vocês já devem estar sentindo saudades de episódios com a Regina, mas em breve ela volta. Nesse período de quarentena ela, em parceria com a Carol Parreiras, tem tocado um projeto maravilhoso que é o ciclo de debates Gênero e Desigualdades, que vai ao ar toda semana simultaneamente na página do facebook do núcleo Pagu, da UNICAMP, e no youtube do NUMAS, da USP. Alguns desses debates ocorrerão em parceria conosco e se tornarão episódios aqui.

O livro Feminismos em Rede, mencionado no episódio pode ser adquirido no site da editora Zouk.

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#39. Guita Grin Debert – A reinvenção da velhice

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Nessa semana, trazemos mais um episódio da nossa série Incendiando os Clássicos. Incendiar os clássicos, como quero fazer aqui, deve ser entendido numa chave de renovação, de fazer com que circulem uma vez mais para que possamos continuar a aprender com eles, sem que isso signifique uma sacralização. Afinal, a renovação pelo fogo é sempre um pouco de destruição.

Convidei Guilherme Passamani, que é professor da UFMS, para entrevistar a antropóloga Guita Grin Debert sobre seu clássico livro A Reinvenção da Velhice: Socialização e Processos de Reprivatização do Envelhecimento. Por meio da análise de políticas públicas e do discurso da gerontologia, Guita investigou as mudanças na construção social da velhice no Brasil, da década de 1990, argumentando pela existência de um processo complexo e paradoxal que por um lado constrói uma ideia positiva e de ganhos da velhice e, por outro, a recoloca como uma responsabilidade individual de sujeitos que supostamente teriam “falhado” em manter seus corpos jovens e saudáveis. Apesar do livro não ter como eixo central o gênero, a obra e a pesquisadora influenciaram e ainda influenciam nosso campo de estudos, sendo peça fundamental para disparar uma série de pesquisas recentes sobre gênero, sexualidade e envelhecimento.

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#38. Rafaela Vasconcelos – Gêneros, transexualidades e militarismo

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Nessa semana, conversamos com Rafaela Vasconcelos, que é doutora em psicologia pela UFMG e atualmente realiza seu pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nossa conversa foi sobre sua tese de doutorado, intitulada “Nunca fui FEM”. Interseções entre militarismo e normas de gênero na trajetória de combatentes transexuais. A partir de uma etnografia que acompanhou a trajetória de dois homens trans militares, sendo um bombeiro e outro policial militar, Rafaela analisou a maneira como as normas de gênero e as normas da hierarquia militar se relacionam, ora se reforçando mutuamente, ora se chocando, produzindo certas suspensões. Seu trabalho contribui para entendermos melhor como essas instituições militares fazem a gestão das pessoas e dos gêneros, bem como sobre as estratégias que as pessoas trans usam para sobreviver e até perseverar nesses ambientes altamente regulados. É um trabalho que já seria importante por si só, mas que nesse contexto de crescente militarização da segurança pública, da política e da vida ganha uma nova camada de sentido e de relevância.

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#37. Larissa Pelúcio – Amor em tempos de aplicativos

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Nessa semana, conversamos com a antropóloga Larissa Pelúcio, que é professora da Universidade Estadual Paulista, a UNESP, campus Bauru. Nossa conversa foi sobre seu mais recente livro Amor em Tempos de Aplicativo – Masculinidades Heterossexuais e a nova economia do desejo, publicado pela editora Annablume. A partir de uma série de relações construídas por meio dos aplicativos Adote um Cara, Happn e Tinder, Larissa buscou analisar as maneiras como os afetos, o amor e as masculinidades se transformaram na atualidade, seja pela onipresença das mídias sociais digitais como mediadoras das nossas relações, ou seja por outras mudanças sociais como a emergência pública do discurso feminista e a penetração da lógica neoliberal na esfera social e da intimidade.

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#36. Gabriel Galil – Direitos LGBTI na ONU

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Nessa semana, conversamos com Gabriel Galil que é advogado, mestre em Direito Internacional pela UERJ e consultor em Direito Internacional. Nossa conversa foi sobre sua dissertação intitulada Fora do armário, além das fronteiras: a proibição de discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero no sistema global de direitos humanos e que em breve será lançada como livro pela editora Lumen Juris. Apesar da inexistência de tratados internacionais que explicitamente prevejam proteções com base em orientação sexual e identidade de gênero, poderíamos afirmar que essa proteção existe no Direito Internacional? É com essa pergunta de partida que Gabriel vai se debruçar sobre os debates e produções normativas da ONU analisando em que medida nas últimas décadas vai se criando um costume internacional que serviria como fonte do direito para a proteção das pessoas LGBTI no mundo.

Queria ainda deixar aqui um abraço carinhoso para todas as pessoas que estão ouvindo esse episódio nesse momento difícil em que estamos vivendo. Espero que a minha voz e a do Gabriel possam te fazer companhia no isolamento ou no trabalho, e permita, ao menos por alguns minutos, espairecer.

O Larvas faz parte da #LGBTPodcasters um movimento criado para divulgar podcasts brasileiros produzidos e direcionados para pessoas LGBTQI+. Busque em nosso site os podcasts parceiros e busque pela hashtag nas redes sociais para encontrar diversos conteúdos.

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#35. Cristiano Rodrigues – Afro-latinos em movimento

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Nessa semana, conversamos com Cristiano Rodrigues que é doutor em Sociologia pelo IESP/UERJ e professor do Departamento de Ciência Política da UFMG. Nossa conversa foi sobre seu mais novo livro Afro-Latinos em Movimento: Protesto Negro e Ativismo Institucional no Brasil e na Colômbia. Em seu trabalho, Cristiano analisa e compara as formas de organização, estratégias de ação e relação com o Estado dos movimentos negros do Brasil e da Colômbia, entre as décadas de 1970 e meados de 2010. É um trabalho interessantíssimo e que se diferencia de outros por comparar dois casos latino-americanos e por se interessar em analisar as relações entre movimentos sociais, Estado e a produção de conhecimento sobre pessoas negras.

O livro está a venda no site da editora e outras plataformas virtuais.

Antes de passar para a conversa, temos alguns avisos. Estamos mudando o servidor onde o Larvas é hospedado e isso pode causar alguns inconvenientes para algumas pessoas nas próximas semanas. Caso você pare de receber atualização dos nossos episódios, verifique se o seu agregador atualizou para o nosso novo feed.

Além disso, estamos sorteando uma cópia do livro assinada por Cristiano. Para participar, vá em nosso instagram, comente no post do episódio e marque duas pessoas. O resultado do sorteio será divulgado na segunda-feira, dia 30 de março de 2020.

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