#51. Ananda Winter – Os sentidos da paridade de gênero na Bolívia

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Nessa semana, conversamos com Ananda Winter, que é mestra e doutoranda em Ciência Política. Nossa conversa, foi sobre seu recente artigo Os sentidos da paridade de gênero na Bolívia e os elementos da sua constante transformação, publicado em 2019 pela revista Novos Rumos Sociológicos. Diferentemente do Brasil, que possui um baixíssimo número de mulheres em nosso congresso nacional, a Bolívia se destaca por ter instituído a paridade de gênero na política, ao menos do ponto de vista numérico, a partir da constituição de 2009 e das legislações que se seguiram. Por meio de um conjunto de entrevistas com mulheres bolivianas envolvidas na disputa pela paridade e da análise documental, Ananda analisa esse processo e mostra como a paridade assumiu três sentidos no debate político daquele país: o de chachawarmi, o de um princípio democrático e, por fim, de representação substantiva. Sua pesquisa é fundamental para entendermos mais profundamente as desigualdades de gênero na política e os mecanismos que possuímos para enfrentá-la, ressaltando que a igualdade numérica é um horizonte desejável, mas está longe de ser o fim dos problemas. Essa pesquisa acabou de ser premiada como o melhor artigo sobre gênero e política no premiação conjunta da Associação Brasileira de Ciência Política e da ONU Mulheres.

O artigo que é pano de fundo do episódio pode ser lido gratuitamente aqui.

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#49 Helena S. Assunção – Aprendendo com o feminismo africano

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Nessa semana, conversamos com Helena Santos Assunção, que é antropóloga e atualmente cursa o doutorado em antropologia social no Museu Nacional da UFRJ. Nossa conversa foi sobre seu mais recente artigo, “Reflexões sobre perspectivas africanas de gênero”, em que através de um movimento duplo de aproximação crítica entre o pensamento das nigerianas Ifi Amadiume e Oyèrónké Oyěwùmí e algumas feministas euroamericanas como Françoise Heritier, Judith Butler, Marilyn Strathern e Signe Arnfred, nos permite aprender com certos equívocos, evitar falsas perguntas e imposições epistêmicas. Helena exemplifica com uma análise dos ritos de iniciação feminina em Moçambique, demonstrando como levar em conta esses saberes africanos pode alterar a maneira como observamos e intervimos nessa controvérsia.

O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

Helena indicou o site Filosofia Africana que vem traduzindo artigos da Oyèrónké Oyěwùmí e de outras autoras africanas

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#48. Marlise Matos – Quem são as mulheres das políticas para as mulheres?

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Nessa semana, conversamos com a cientista política Marlise Matos (UFMG) sobre a pesquisa que desenvolveu em parceria com as professoras Sonia Alvarez (UMASS) e Solange Simões (EMICH) sobre as Conferências Nacionais de Políticas para Mulheres (CNMP). Por meio da aplicação de um survey nas 3ª e 4ª CNMP, as pesquisadoras investigaram quem são as mulheres das políticas para mulheres no Brasil, quais suas características, quais suas concepções de feminismo, quais suas trajetórias ativistas e muito mais. É um trabalho fundamental para quem estuda as relações entre o feminismo e as políticas públicas ou o feminismo e o Estado. Os resultados da pesquisa estão publicados em dois livros Quem são as mulheres das políticas para as mulheres no Brasil: o feminismo estatal participativo brasileiro e Quem são as mulheres das políticas para as mulheres no Brasil: expressões feministas nas Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres. Os dois volumes podem ser baixados gratuitamente no site do NEPEM.

Ao final de sua fala, a professora Marlise Matos recomendou como dica o Curso Mulheres Rumo ao Poder, uma formação remota, aberta e gratuita, voltada para mulheres candidatas a cargos dos poderes Legislativo e Executivo nas próximas eleições. As aulas já estão disponíveis aqui.

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