#59. Felipe de Baére – Suicídio, gênero e sexualidade

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Nessa semana, conversamos com Felipe de Baére, que é psicólogo, mestre e doutorando em psicologia pela Universidade de Brasília. Suas pesquisas tem investigado de que maneira gênero e sexualidade atravessam o comportamento suicida e os discursos que construímos sobre esse. Por meio de um conjunto de entrevistas com pessoas que já manifestaram a tentativa do suicídio e da análise de dados epidemiológicos sobre esse fenômeno, Felipe identifica as diferentes maneiras com que o sistema de gênero cria expectativas normativas para homens, sejam heterossexuais ou não, de masculinidade, afetividade e até mesmo financeiras, que ao não ser cumpridas podem provocar sofrimento psíquico e até aumentar o risco de um comportamento suicida. Além disso, seu trabalho contribui para uma compreensão do fenômeno do suicídio que transcende as explicações individuais, se atentando para o papel do descaso do Estado com as populações sexo e gênero-diversas.

Os artigos que serviram de base para essa nossa conversa foram:

BAÉRE, Felipe. de; ZANELLO, Valeska. Suicídio e masculinidades: uma análise através do gênero e das sexualidades. Psicologia em Estudo, v. 25, p. 1-15, 2020

BAÉRE, Felipe. de. A mortífera normatividade: o silenciamento das dissidências sexuais e de gênero suicidadas. REBEH – Revista Brasileira de Estudos da Homocultura, v. 2, p. 128-140, 2019

#58. Brune Medeiros & Rodrigo Borba – Linguagem neutra

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Nessa semana, conversamos com Brune Medeiros, que é licencianda em Letras – Português/Francês pela UFRJ e ativista trans e transfeminista e também com Rodrigo Borba, que é doutor em linguística aplicada pela UFRJ e professor na mesma universidade. Brune e Rodrigo vêm desenvolvendo uma série de pesquisas sobre linguagem neutra, elus me contextualizaram sobre as várias propostas de tornar a língua mais inclusiva ou neutra em termos de gênero, apresentando tanto críticas quanto as defesas formuladas por linguistas e pelos movimentos sociais feministas e de pessoas trans não-binárias. Além disso, conversamos sobre uma relação mais recente entre gênero, política e linguagem e como as disputas em torno da linguagem neutra tem mobilizado direita e esquerda e funcionado como um novo gatilho para pânicos morais.

Esse episódio é um pouco diferente dos anteriores e não tem como base um único texto. Alguns dos textos que foram utilizados na conversa:

BORBA, Rodrigo; LOPES, Adriana Carvalho. Escrituras de gênero e políticas de différance: Imundície verbal e letramentos de intervenção no cotidiano escolar. Revista Linguagem & Ensino, v. 21, n. 0, p. 241–285, 2018.

BORBA, Rodrigo. Discursos transviados: por uma linguística queer. São Paulo: Cortez, 2020.

CAMERON, Deborah. Linguagem inclusiva não é só para inglês ver. Contxt, 2020.

#57. Caio Maia – Imprensa lésbica brasileira

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Nessa semana, conversamos com Caio Maia, que é jornalista, mestre e doutorando em antropologia social pelo Museu Nacional da UFRJ. Nossa conversa foi sobre sua dissertação, intitulada Entre armários e caixas postais: escritas de si, correspondências e constituição de redes na imprensa lésbica brasileira. A partir de uma etnografia de documentos com as 21 edições do boletim Um Outro Olhar, publicados entre 1987 e 1994, pelo Grupo Ação Lésbica Feminista, Caio investigou como a circulação desse material permitiu a criação de redes de ativismos, de afetos e de conhecimentos entre mulheres lésbicas e bissexuais. Caio dedica especial atenção para as cartas recebidas e publicadas, em que algumas assinantes contam sobre si, apresentam suas opiniões sobre assuntos do momento, buscam amores e amizades e assim acabam por revelar a complexa teia produzida pelo boletim.

O trabalho de Caio pode ser baixado gratuitamente aqui.

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